23 de novembro de 2014

Sachs V5




Esta mota pertenceu ao meu avô e é uma das relíquias do verdadeiro empreendorismo português. Pena que empresas como a SIS e a Famel tenham desaparecido e que ninguém as recupere.

44 obras de Pawel Kuczynski

 Pawel Kuczynski é um ilustrador polaco com bastante sentido de humor e que retrata bem os problemas da nossa sociedade

Kon-Tiki


Em 1947, o mundo está tomado pela emoção do jovem aventureiro norueguês Thor Heyerdahl, que embarca numa expedição surpreendente - uma épica viagem de 101 dias e 6900 km através do Oceano Pacífico numa balsa de madeira, juntamente com cinco homens, para provar que os sul-americanos já em tempos pré-colombianos poderiam ter atravessado o oceano pacífico e chegar às ilhas polinésias. Apesar de sua incapacidade de nadar e medo da água, Thor decide provar sua teoria, tomando a frente dessa viagem lendária. O filme mostra de onde surgiu a ideia, os preparativos e os eventos da viagem. Heyerdahl filmou sua expedição, que mais tarde tornou-se num premiado documentário pela Academia em 1951, e escreveu um livro sobre a expedição que foi traduzido para 70 idiomas e vendeu mais de 50 milhões de cópias em todo o mundo.

7/10

The Grand Hotel Budapest


Grand Budapest Hotel narra as aventuras de Gustave H, um lendário concierge de um famoso hotel europeu durante as duas guerras, e Zero Moustafa, o paquete que se torna no seu amigo de confiança. A história envolve o roubo e a recuperação de uma preciosa pintura renascentista e a luta por uma enorme fortuna de família - tudo sob o cenário de um Continente que passa por inesperadas e dramáticas mudanças.
8/10

21 de novembro de 2014

O Homem mais rico da Babilónia

Dinheiro. Toda a gente o utiliza mas poucos sabem o seu funcionamento e as suas regras. O Homem mais rico da Babilonia conta a história de Arkad que desejando ser rico, estudou as regras do dinheiro e mais tarde, tendo se tornado no homem mais rico do reino decidiu partilhar a sua sabedoria.
Os seus conselhos ainda hoje são praticados e o livro é considerado um manual imprescindível na gestão de dinheiro.

Sunset






Praia da Amorosa - Viana do Castelo

20 de novembro de 2014

Realidade?


Surfando no caos

Verão de 1960

Cuernavaca, México

[...] Na semana seguinte, Gerhart telefonou da Cidade do México. Ele havia encontrado uma curandera na vila de São Pedro, perto do vulcão de Toluca. Longe do tumulto do mercado, à sombra de uma igreja, Juana tinha lhe mostrado um saco de cogumelos. Quando ele perguntou se não eram perigosos, ela colocou dois deles na boca. Ele levou os cogumelos para casa e lavou-os com água fria. Os cogumelos estavam repousando na prateleira do meio de sua geladeira.- Te vejo no sábado - eu disse.Gerhart chegou ao meio dia. Vieram com ele sua namorada Joan, sua filha Mandy e Betty, uma especialista em língua inglesa de Berkeley, que escrevia poesia, contava piadas malucas e jogava bola com os garotos.


Gerhart tinha conversado com alguns botânicos da Universidade do México. Enquanto esperava os cogumelos, contava o que tinha aprendido: usado pelos astecas, os cogumelos mágicos foram banidos pela igreja católica com tanto rigor que levou os botânicos modernos a rejeitarem a existência de tais espécies. Retirados da história até a década passada, esses cogumelos foram redescobertos pelos botânicos Weitlinger e Schultes e pelos micologistas amadores Valentina e Gordon Wasson. Até o momento, apenas alguns cientistas, poetas e intelectuais tinham experimentado os cogumelos em busca de experiências místicas. Acreditava-se que produziam visões extraordinárias.
Gerhart arrumou os fungos em duas tigelas sobre uma mesa que ficava embaixo de um enorme guarda-sol. Disse que cada um de nós deveria comer seis, e que o efeito começaria em uma hora. Então, ele pegou um cogumelo enorme, preto e embolorado, fez uma careta e o mastigou. Seu "gogó" descia e subia à medida que o cogumelo era engolido.


Escolhi um, ele fedia. O cheiro era igual ao de um tronco de árvore podre ou de certos porões da Nova Inglaterra, e o gosto era pior que a aparência. Amargo, borrachento. Tomei um trago de Carta Blanca, enfiei o resto na boca e engoli tudo.


Todos estavam atentos ao próprio estômago, esperando os primeiros sintomas de envenenamento. Cinco de nós fomos nos sentar no terraço ensolarado, vestindo calções de banho, para esperar o efeito. Esperávamos e perguntávamos um ao outro: "Quantos você comeu? Está sentindo alguma coisa?Duas pessoas não comeram. Uma delas foi Ruth Dettering, que estava grávida e era formada em enfermagem, de maneira que eu fiquei feliz em tê-la como observadora. O outro que se absteve foi Bruce, alegando que tinha ataques nervosos e estava com medo de ter alguma reação. Ele estava de calção de banho sobre cuecas floridas, meias pretas com prendedor verde, sapatos de couro e roupão de seda. Logo, nós o designamos cientista oficial responsável por anotar detalhadamente todas as reações do grupo.
Comecei a me sentir estranho, como se tivesse tomado uma anestesia de dentista. Uma leve náusea. Distante, cada vez mais distante das pessoas de calção de banho em um terraço sob o brilhante sol mexicano. Tudo irradiava vida, mesmo os objetos inanimados.Deterring disse que sentia a mesma coisa.


Bruce mantinha-se ocupado escrevendo, com seus ombros magros debruçados sobre o bloco de notas, como um psicanalista vienense. O cientista! No entanto, ele não tinha a menor idéia do que estava presenciando e essa descoberta profissional me pareceu imensamente divertida. Risadas e mais risadas. Eu não consegui parar de rir.Todos olhavam para mim espantados. A admiração deles aumentava minha vontade de rir. Bruce olhava com a língua mexendo no meio da vasta barba.


Eu ri novamente da minha pompa diária, da arrogância tacanha dos acadêmicos, da presunção do racionalismo, da impotência asseada das palavras em contraposição à riqueza bruta e dinâmica dos panoramas que inundavam meu cérebro. Dettering me acompanhou, observando.- Você percebe, Dick, como nossas mentes são pequenas?Ele fez que sim. Ótimo, ele percebia. E começou a rir.Cedi ao prazer da mesma maneira que os místicos fizeram por séculos, quando olhavam pelas cortinas e descobriram que este mundo - tão obviamente real - era na verdade um pequeno palco construído pela mente. Havia um mundo de possibilidades lá fora (lá dentro?), outras realidades, uma série infinita de programas para outros futuros.Voltando ao terraço. Opa! O meu andar transformara-se em um arrastar-se com pernas de borracha. A sala parecia estar preenchida com um líquido invisível. Flutuei até a poeta Betty. Sua face clássica desabrochou como um girassol. Ela estava em algum ponto do êxtase. Lá está Ruth Dettering em pé, ao lado da porta. Nadei até ela.- Olhe Ruth - falei, e minha voz me pareceu surpreendentemente normal -, estes cogumelos são mais fortes do que eu esperava. Acho que você deveria mandar as crianças para o cinema e dar folga à empregada. Fique por perto e de olhos abertos.
Depois disso, entrei no departamento óptico da imaginação. Palácios do Nilo, templos hindus, bordéis babilônicos, tendas dos prazeres beduínas, pedras preciosas cintilantes, trajes de seda esvoaçantes com cores esfuziantes, mosaicos flamejantes de esmeraldas de Muzo, rubis da Birmânia, safiras do Ceilão. Aí vieram aquelas serpentes feitas de jóias, os répteis mouros deslizando, enrolando-se, sugados por um orifício bem no meio da minha retina.


Em seguida, o tópico da viajem mudou para a evolução, garantida a todos que haviam embarcado nessa jornada pelo cérebro. Vou, pelo túnel do tempo, para as antigas salas de projeção centrais do cérebro: a era das serpentes, a era dos peixes, a era das florestas de palmeiras gigantes, a era das samambaias verdes de flores rendadas.Observo calmamente a primeira criatura do mar rastejando para a praia, deito-me com ela, a areia raspando meu rosto, e depois flutuo no profundo oceano verde. Olá, eu sou o primeiro ser vivente.
A viajem durou pouco mais de quatro horas. Assim como quase todos que atravessam as cortinas, voltei um homem mudado.


São João da Cruz, Aldous Huxley, seu irmão mais novo, William Blake, John Lennon, Platão depois de Elêusis, Lucy in the sky with diamondse assim por diante - todos eles concordam quanto aos reinos extraordinários e inexplorados do cérebro.Todos nós ouvimos e lemos uma porção de histórias emocionantes de "viajantes', mas essa descoberta é, mesmo assim, uma surpresa gloriosa. Místicos voltam com relatos delirantes sobre níveis superiores de percepção, por meio dos quais uma pessoa vê realidades cem vezes mais bonitas e significativas do que a tranquilizadora rotina familiar. Para a maioria das pessoas é um choque saber que o seu circuito de realidade quotidiana é apenas um entre as dezenas de circuitos que, quando acionados, são igualmente reais, pulsando com formas estranhas e sinais biológicos misteriosos. Aceleradas ou amplificadas, algumas dessas realidades alternativas podem ser microscópicas, riquíssimas em detalhes; outras, telescópicas.Visto que as drogas psicodélicas expõem-nos a níveis diferentes de percepção e experiência, usá-las significa entrar em uma aventura filosófica, obrigando-nos a confrontar a natureza da realidade com os nossos frágeis sistemas subjetivos de crenças. A diferença é a causa do riso, do terror. Nós descobrimos abruptamente que fomos programados todos esses anos, que tudo que aceitamos como sendo realidade é apenas uma construção social.Nesses 21 anos, desde o dia em que comi cogumelos em um jardim no México, venho dedicando a maior parte de meu tempo e energia à exploração e à classificação desses circuitos cerebrais e de suas implicações na evolução, no passado e no futuro. Em quatro horas, à beira da piscina em Cuernavaca, aprendi mais sobre a mente, o cérebro e suas estruturas do que nos quinze anos anteriores como psicólogo dedicado. []

Timothy Leary

Pitch anything - a arte da persuasão

Pouca gente que conheço gosta de vender. Persuadir os outros e pedir dinheiro é uma tarefa chata e parece que só alguns é que nascem com o talento de vender qualquer coisa.
Oren Klaff pensava o mesmo até que decidiu estudar programação neurolinguistica e descobriu que a ciência por trás da persuasão é bastante simples e recorre a instintos primitivos.
Todos nós temos um cérebro primitivo ou réptil que comanda todos os nossos pensamentos. Essa parte do cérebro é a responsável pela sobrevivência e portanto filtra toda a informação, contrastando-a é só depois a envia para a parte racional do nosso cérebro.
Um livro bastante interessante para quem se interessa por vendas e comunicação.

19 de novembro de 2014

Frase do dia

O problema do mundo é que não há "solucionadores de problemas" suficientes, as pessoas esperam que o governo ou outros resolvam os seus problemas.

Robert Kyosaki

18 de novembro de 2014

Os 10 impossíveis


"É impossível criar prosperidade desencorajando a poupança.

É impossível fortalecer os fracos enfraquecendo os fortes.

É impossível ajudar o pequeno derrubando o grande.

"É impossível ajudar os funcionários difamando empregadores.

É impossível ajudar os pobres destruindo os ricos.

É impossível criar estabilidade baseada em dinheiro emprestado.

É impossível criar fraternidade entre as pessoas, incitando o ódio entre classes.

É impossível manter longe os problemas gastando mais do que você tem. "

"É impossível as pessoas criarem carácter e serem audazes destruindo a iniciativa e a independência.

E é impossível ajudar os homens permanentemente, fazendo o que eles podem e devem fazer por si mesmos."

W. J. Boetcker

La Madre de Todas las Batallas


Daniel Lacalle é um gestor de fundos de investimentos na City de Londres. Recentemente foi promovido a vice-presidente da Pimco, depois da saída de Bill Gross. 
Este é o seu terceiro livro, depois do sucesso de "Nós os mercados" e "Viaje a la liberdad economica" e fala sobre o mercado energético e de como o excesso de regulações e certos lobbies façam com que a energia seja tão cara na Europa. Lacalle repassa temas como as taxas verdes, energias renováveis, petróleo, fracking, entre muitos outros...

O poder dos introvertidos

Susan Cain decidiu escrever sobre um assunto que quase todos têm opinião, mas raramente se discute profundamente sobre este assunto.
No mundo ocidental, a introversão é vista como uma doença. Não é normal alguém ser calado, não querer socializar na maior parte do tempo e preferir actividades solitárias como a escrita ou a pintura. Susan Cain reflecte sobre a vida dos introvertidos e sobre o valor que trazem á sociedade, neste que foi um dos livros mais influentes de 2012.

Disney e o ambiente





O ilustrador Jeff Hong criou esta série de ilustrações chamada Unhappily Ever After onde usa personagens Disney para alertar sobre problemas ambientais

Street Smarts

O famoso investidor e sócio de George Soros no Quantum Fund, escreve este livro depois dos sucessos de "Adventure Capitalist" e "Investiment Biker". Rogers conta como funcionam os mercados em diversos países e dá a sua opinião sobre o sector financeiro e como a agricultura jogará um papel fundamental no futuro.

17 de novembro de 2014

The Culture High - A guerra contra a Marijuana





The Culture High é um documentário que desmonta os argumentos e as mentiras dos governos sobre a "Guerra contra a Droga", mais precisamente contra a marijuana. Produzido por Brett Harvey e Adam Scorgie, totalmente financiado com crowdfunding, conta com convidados como Joe Rogan, Graham Hancock, Snoop Dogg entre muitos outros. Vale a pena ver!

1 de junho de 2014

O capitalismo é a solução para a pobreza

Estamos acostumados a entender a miséria ao contrário. Temos a ideia de que a maior parte da população é próspera e que a pobreza é uma casualidade.

A população humana viveu milhares de anos na pobreza extrema. E antes do século XVIII a população de países como Inglaterra, Suécia ou França tinham a maioria da população a viver na miséria.

Antes do capitalismo havia períodos de fome na Europa a cada 20 anos. Foi com a introdução do trabalho, da poupança e do capital que mais pessoas começaram a prosperar e a enriquecer.

Nunca se viveu num período de tanta abundância como no capitalismo. A única forma de solucionar a pobreza é através do trabalho, do capital e da poupança. 

O ouro de Viana


“Em forma de estilizados cachos de uvas, bailam nas orelhas das mulheres minhotas as arrecadas, sendo célebres as jóias da Vianesa, não só aprisionando nas formas do ouro as mil aventuras do engenho lírico e lúdico das gentes do Minho, mas também todo um universo de sortilégios vindos de outros povos e outros tempos.
Não é a exuberância de adornos exclusiva das Vianesas, mas as peças de ourivesaria popular de Viana incorporam nas suas formas os estigmas dos amuletos, as crenças e as heranças míticas tradicionais do Minho.

Viana em outros tempos


31 de maio de 2014

Os da Escola Austríaca somos assim


Vianesas I

Somos realmente diferentes?


Todos os impérios acabaram pelas mesmas razões, a civilização ocidental não será excepção.

O ouro


Porque é o ouro, desde tempos imemoriais, metal de grande valor económico e se utiliza no fabrico de peças de grande requinte?
Em primeiro lugar, pela sua escassez. O ouro extraído nos últimos cinco mil anos forma um cubo com uma aresta de aproximadamente 17 metros. Actualmente, nas mina da África do Sul, para se extraírem em média 10 gramas de ouro, será necessário triturar cerca de uma tonelada de rocha aurífera, a profundidades superiores a três mil metros.
Acresce que as minas exploráveis são cada vez mais escassas. Em segundo lugar, pela sua cor amarela, igual à do Sol, que reflecte uma luz muito especial e sempre fascinou quem a contempla. Além disso, o ouro não se deteriora com o tempo, mesmo soterrado ou nas mais difíceis condições, ao contrário do que acontece com a maioria dos outros metais.
Daí a convicção do adquirente dessas peças de arte de que é possível a sua transmissão por sucessivas gerações, sem que agentes externos (não humanos) as possam naturalmente destruir. Por último, a sua ductilidade. Uma onça de ouro (31,1 grs.) pode ser rebatida numa lâmina com dez metros quadrados. Também. mercê desta característica é possível fundir o ouro em grânulos com um diâmetro inferior a 0,01 cm, e ainda expandir um grama num fio quase invisível de 2000 metros.

Retirado de: Ouro Popular Português

14 empresas de mineração de metais preciosos para investir


Separados à nascença


27 de maio de 2014

Porque é que a Saúde deve ser privatizada

Muitas vezes ouvimos dizer que a saúde não pode ser privatizada, porque é um serviço muito importante nas nossas vidas; a saúde não pode ser um negócio, mas sim, um serviço público e  portanto, não pode ser gerida pelo lucro, mas pelas necessidades do paciente. Alguns até vão mais longe alegando que a saúde pública tem que ser mais barata que a privada, já que poupamos a margem de lucro. No entanto, nenhum destes argumentos tem muito fundamento: se a saúde é tão importante, deveríamos permitir experiências descentralizadas entre os diferentes modelos de organização (liberdade no lado da oferta), que sejam aprovados ou rejeitados verdadeiramente pelo cliente (liberdade no lado da procura).

10 lições que aprendi com Jim Rogers

Acabei de ler o livro Street Smarts de Jim Roger, investidor e aventureiro americano. O livro está cheio de lições sobre a vida e sobre como investir. Deixo-vos algumas das coisas que aprendi.

18 de maio de 2014

Discurso de Howard Roark em Fountainhead


Há milhares de anos atrás o primeiro homem
descobriu como fazer fogo.
Provavelmente foi queimado na fogueira,
mas ensinou seus irmãos a iluminar.
Mas ele deixou-lhes uma dádiva que eles
não tinham concebido.
E eliminou a escuridão do planeta Terra.

17 de maio de 2014

O mito do socialismo nórdico


Estocolmo é uma cidade onde os membros do governo não usam veículos oficiais, não precisam de uma escolta milionária, passam a ferro a própria roupa e os ministros usam as próprias viaturas para ir trabalhar ou vão a pé durante o Verão. O respeito ao dinheiro público é quase uma religião na Suécia.

Austeridade e livre mercado é algo que se percebe chegando ao país nórdico. O país foi moldado num espírito empreendedor e de sacrifício. A história da cigarra e da formiga. Preparem-se para o Inverno.
No entanto quando se dá como exemplo a Suécia faz-se sempre a partir do gasto público. Um pouco de história.
Entre 1850 e 1950 a Suécia foi o 2º país que mais expandiu a economia, superado somente pela Suíça. O sucesso do reino nórdico esteve intimamente ligado a um capitalismo pujante e uma indústria de primeira linha. No entanto, os sociais democratas lançaram uma agenda cada vez mais intervencionista, que todo o mundo viu com bons olhos, excepto os suecos.

Os sociais democratas, cedo perceberam que o mercado livre e o capitalismo eram os pilares que sustentavam a economia do país e o Estado passou de 20% do PIB a tornar-se cada vez mais interventionista durante as décadas de sessenta e setenta.
Apesar do partido socialista ter estado no poder de 1932 até 1991 de forma quase inenterrupta, até aos anos 60, os seus líderes geriram a despesa pública de forma quase irrepreensível. A partir daí começou uma espiral de intervencionismo que aumentou a despesa pública para 60% do PIB e a lista dos funcionários públicos triplicou.

Entre 1960 e 1989, a carga fiscal dos suecos passou de 26% para 52% do PIB. No intervalo de 1965 a 1985 perderam-se cerca de 300 mil empregos no sector privado, no entanto os números do desemprego não aumentaram já que o número de funcionários públicos aumentou para 800 mil, o dobro da média dos países da OCDE. No início da década de 90, o modo tornou-se insustentável: a taxa de desemprego subiu para 14%, o défice situava-se nos 11% e a despesa pública situava-se nos 70% do PIB. A única forma de contornar a situação era ou tomar medidas reformistas ou endividar-se mais.

O primeiro ministro da época, Carl Bildt iniciou uma reforma liberal no país. Baixou impostos, reduziu as pensões e começou um programa de privatizações. Deixou que os privados tomassem conta da educação e da saúde e introduziu o cheque escolar e o cheque saúde. Reduziu também o IRS para 27%, dos mais baixos da União Europeia.
Sendo um país líder em serviços médicos, gasta mais ou menos o mesmo que Portugal 9,7% do PIB, e gerido por gente que cujo fim é fazer lucro.
Uma das perguntas de quem é contra o liberalismo é "E quem faz as estradas?". Na Suécia dois terços das estradas são privadas. Graças à privatização de inúmeros sectores o desemprego baixou e situa-se abaixo dos 6%. 

Desde 2006, a Aliança Sueca não tem parado de baixar impostos e apesar da fama de alta tributação, os números estão perto dos praticados por Portugal ou Espanha.
A Suécia é um claro exemplo que o estado do bem estar e o capitalismo podem conviver lado a lado.

16 de maio de 2014

Estado por Hans-Hermann Hoppe

"O estado é uma instituição dirigida por assassinos, saqueadores e ladrões, rodeada por carrascos voluntários, propagandistas, bajuladores, bandidos, mentirosos, palhaços, charlatões, ingénuos e idiotas úteis - uma instituição que suja e contamina tudo aquilo que toca."

Sociedade condenada


“Quando você perceber que, para produzir, precisa obter a autorização de quem não produz nada;
Quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores;
Quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e por influência, mais que pelo trabalho, e que as leis não nos protegem deles, mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você;
Quando perceber que a corrupção é recompensada, e a honestidade se converte em auto-sacrifício;
Então poderá afirmar, sem temor de errar, que a sua sociedade está condenada.”

Ayn Rand

Passeios na minha terra



O capitalismo aumenta a prosperidade e o bem estar


Os Índices de Liberdade Económica, que são publicados anualmente por diferentes organizações que analisam aspectos fundamentais para o bom funcionamento do mercado, incluindo aspectos como a facilidade de fazer negócios, abertura comercial, políticas fiscais, austeridade no gasto público, protecção do investimento, competitividade financeira ou aspectos legais.

Japão e os truques de velha raposa

O Japão é um país onde se pode provar um prato delicadíssimo, requintado e no mínimo arriscado. O Fugu é um peixe, que tem umas glândulas entre a pele e a carne que contém um liquido extremamente venenoso. Um corte menos cuidado pode levar a que algumas gotas desse liquido entrem em contacto com a pele e levam á morte imediata de quem o provar.
Os japoneses afirmam que sabe a "peixe normal cru" e que morrem umas cinquenta pessoas ao ano, quase todas estrangeiras. No entanto não é isso que afasta milhares de japoneses a pagarem uma fortuna para se sentarem á mesa para provar esta roleta russa culinária.
Outra curiosidade do país nipónico são os pintores de paredes. O Financial Times, há uns tempos, dava conta de que muitas empresas sobre-dimensionadas em vez de re-estruturar os quadros, os trabalhadores, pintavam a mesma parede uma e outra vez. John Maynard Keynes, mencionava que uma das formas de manter a actividade económica é fazer buracos para depois tapa-los.

13 de maio de 2014

O pesadelo colectivista na Venezuela

A América Latina é como um curso de sociologia num continente. Acontece de tudo por lá. Ditaduras, democracias, golpes de estado, falências de bancos centrais etc. Mas não houve algo tão nefasto e tratado tão ao de leve pela imprensa europeia como o bolivarismo.
O Bolivarismo é uma ideologia que une o socialismo aos ideais republicanos de Simón Bolívar, militar e político venezuelano que se destacou por ser um dos rostos da emancipação frente ao Império Espanhol.
O ex-presidente Hugo Chavéz, Rafael Corrêa ou Evo Morales são algumas das figuras que defendem o denominado socialismo do século XXI.
Entre toda a propaganda, a Venezuela tomou um caminho diferente do de Cuba. É um país socialista com espírito empreendedor. "Passamos de fazer business com Coca Cola para fazer com sumo de goiaba." dizia-me um amigo venezuelano, referindo-se á petição do presidente Chavéz.
Apesar da produção petrolífera ter aumentado quatro vezes, o rendimento per capita é baixíssimo. O sonho bolivarista nasceu como uma promessa igualitária e social e acabou por fracassar. É o que acontece quando se entrega a liberdade a troco de segurança e no fim nenhuma das duas. Só um líder autoritário.
O chavismo contava com o apoio da maior parte da população. A sua morte foi recebida num misto de tristeza, medo, e esperança. Era um líder carismático, mas a situação económica e o isolamento internacional levaram o país a levar um rumo bastante diferente da Colômbia de Uribe, que passou de ser um dos países mais perigosos do mundo a um centro de negócios internacional. O pilar básico da Colômbia foi a abertura aos mercados e desprender-se do comércio com os vizinhos, entre eles a Venezuela.
A hiperinflação já assolou a Venezuela que chegou a ver os preços dispararem 40% por ano, deixando os mercados desabastecidos. O bolívar chegou a cotizar a 26 face ao dólar no mercado negro, enquanto oficialmente estava a 6 para 1 dólar.
Em Fevereiro do ano passado, Chavéz desvalorizava a moeda nacional pela sétima vez. Isto levou que o PIB per capita descesse de 13000$ em 2007 para 9000$ em 2013. Uma queda de 22% do poder de compra. Um dos empobrecimentos mais rápidos alguma vez visto em tempos de paz.
Durante o mandato de Maduro, que abriu a economia, antes de entrar numa espiral de dívida, desvalorização e inflação que levou aos distúrbios que continuam até á data. Isto apesar do preço do barril de petróleo valer dez vezes mais que durante o mandato de Chavéz.

É surpreendente que um país que metade das receitas são geradas através da venda de petróleo, conseguisse ter um défice de 9%. E o pior é que nas ruas não se vê o desenvolvimento que seria de esperar.
De 2003 a 2013, a inflação subiu 588%. O preço que se pagava por um jantar em 2003 dá para comprar um carro em 2014. A Venezuela precisa da sua riqueza e no entanto oferece 100000 barris por dia a Cuba, que só consome 40000. O resto exporta. É o pagamento por serviços médicos e por aconselhamento político.

Outro dos casos graves do regime são as expropriações. Num período de 6 anos o governo levou a cabo 1826 expropriações e só um 5% foi indemnizado.
Mas os defensores do regime preocupam-se com a pobreza e curiosamente o índice Ethos que mede a pobreza situa a Venezuela na antepenúltima posição na América Latina, seguido do Equador e da Bolívia, outros dos países governados pelo socialismo do século XXI.

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