7 de julho de 2015

Carta do Arquitecto Marques Franco sobre a Burocracia em Viana do Castelo

Não posso deixar de expressar o meu mais vivo repudio por um conjunto de factos relatados pelo jovem Carlos Maciel no seu blog, que se lembrou agora de denunciar, com o intuito declarado de combater a burocracia na Câmara municipal.
É uma autêntica sainha persecutória contra um dos pilartes- base da nossa organização municipal e um dos traços indeléveis na identidade nacional. O miúdo podia perfeitamente entreter-se em ir ao cinema ou à praia, vira-se agora para palermice de querer reduzir papeis, documentos, certidões e registos e mais um rol de infindáveis abolições de procedimentos da Câmara Municipal. Vê-se mesmo que é gente que não percebe patavina do que é que o pessoal mais necessita e vai atrás das modernices idiotas sopradas pela net.

Ora, acontece que a burocracia é precisamente uma das coisas boas que o município tem, e que faz com que a malta até goste de andar por cá em vez de desertar para a “estranja”. Metade da actividade do município desenvolve-se a tratar de coisas e documentos inúteis, que dão trabalho a um rol de gente. Se insistirmos nesta idiotice de acabar com a complexidade dos serviços municipais, vamos ter montes de gente no desemprego, com estradas e praças às moscas e um aumento considerável de depressões e suicídios. A história é-nos vendida como uma coisa que se destina a facilitar a vida aos munícipes. Mas quem é que lhe disse que a gente quer a vida facilitada? Quando deixar de ser preciso gastar uma manhã para marcar uma reunião com o presidente, um vereador, para entregar uma escritura, 32 documentos para licenciar uma casa, ou ir para a bicha da tesouraria, como é que o pessoal vai arranjar desculpa para se desenfiar do emprego e aproveitar para laurear a pevide, que é uma coisa essencial ao bem-estar psíquico das pessoas? Isto para não falar da instabilidade provocada pela ausência de motivos para dizer mal da vida e lamentar as chatices e os incomodas na sala de espera da Câmara Municipal, que é o local que os Vianenses elegem para o exercício da democracia já que não vão às Assembleias Municipais.

Mas o mais lamentável disto tudo é que deixamos de poder distinguir os espertos dos lorpas. A burocracia instalada é um mecanismo natural de seleção que levou anos a fio a montar. Os inteligentes e desenrascados sempre conseguiram dar a volta às dificuldades e armadilhas do sistema e são capazes de sacar um papel no próprio dia enquanto os bananas esperam seis meses.

É um filtro natural e um magnífico modelo de avaliação de desempenho que ficaria agora ameaçado. Apesar de tudo, estou confiante que a engrenagem era capaz de suster esta ameaça. No mínimo, espero para acabar com a burocracia na Câmara Municipal seja necessário nomear por ajuste directo meia dúzia de comissões e grupos de trabalho, e criar mais uma centena de formulários, quadros sinópticos e respectivas instruções de preenchimento que, bem geridas poderão assegurar a perpetuação do sistema.

Marques Franco

O cliente que nunca mais volta



Anos atrás, Sam Walton, fundador da maior rede de retalho do mundo, a Wal-Mart, abriu um programa de formação para os seus funcionários, com muita sabedoria. Quando todos esperavam uma palestra sobre vendas ou atendimento, ele disse isto:

"Eu sou o homem que vai a um restaurante, senta-se à mesa e espera pacientemente, enquanto o empregado faz tudo, menos anotar o meu pedido.
Eu sou o homem que vai a uma loja e espera calado, enquanto os vendedores terminam suas conversas particulares.
Eu sou o homem que entra numa bomba de gasolina e nunca usa a buzina, mas espera pacientemente que o empregado termine a leitura do seu jornal.
Eu sou o homem que explica a sua desesperada urgência por uma peça, mas não reclama quando a recebe somente após três semanas de espera.
Eu sou o homem que, quando entra num estabelecimento comercial, parece estar pedindo um favor, implorando por um sorriso ou esperando apenas ser notado."

Você deve estar pensando que sou uma pessoa tímida, paciente, do tipo que nunca cria problemas... Engana-se.
Sabe quem eu sou? Eu sou o cliente que nunca mais volta!

Divirto-me vendo milhões sendo gastos todos os anos em anúncios de toda ordem, para levar-me de novo à sua empresa, sendo que quando fui lá pela primeira vez, tudo o que deveriam ter feito era apenas uma pequena gentileza, simples e barata: tratar-me com um pouco mais de cortesia.
Só existe um chefe: O CLIENTE. E ele pode demitir todas as pessoas da empresa, do presidente à senhora da limpeza, simplesmente levando o seu dinheiro para gastar em outro lugar.”

Colaborando à Força

Este é o resultado de um federalismo forçoso e de uma união económica baseada no intervencionismo, em vez de se focar na cooperação voluntária.

6 de julho de 2015

Um dia na horta da minha mãe

Aqui ficam as fotos da D.Céu, um dos sítios mais bonitos de Viana do Castelo. :)




O primeiro dia da ressaca grega

Ontem, o que a Grécia decidiu dizer à Europa foi "Eu odeio-te, não me deixes!". Em Portugal os menos informados falam sobre um governo grego que luta pelos direitos dos seus cidadãos. Eu pergunto-me quais direitos. O de declarar default? O de impor controlo de capitais aos seus cidadãos? O de fazer chantagem?

Não nos enganemos. Declarar default e continuar a gastar mais e mais barato é populismo puro. Quando um país não cumpre os seus compromissos o que acontece normalmente é.

Impacto negativo no crescimento a rondar o 1%.

Redução drástica na concessão de crédito. Sem financiamento internacional a Grécia corre o risco de perder cerca de metade da liquidez dos seus bancos.

Quebra nas exportações. Cerca de 10%.

Falência das PMEs por falta de crédito  ou por condições pouco atractivas. A confiança nas empresas gregas vai diminuir nos mercados internacionais.

A segurança social também entrará em falência, uma vez que 90% dos fundos são investidos em dívida soberana. Ou seja é impossível declarar o incumprimento da dívida sem desmoronar a segurança social.

Se analisarmos a lista de países que decidiram não pagar ao FMI encontraremos países como a Serra Leoa, Cuba, Somália etc. E todos eles levaram cerca de 10 anos para voltar a ver a luz ao fundo do túnel do "default". 
Outros exemplos são o Equador, onde Correa decidiu não pagar 3200 milhões ao FMI para financiar-se com a China a juros mais altos e num prazo mais reduzido. O Equador tinha petróleo, agora pertence à China.

Outro caso parecido foi o da Argentina que recusou pagar ao FMI para financiar-se com a Venezuela. O resultado foi uma desvalorização brutal da moeda. 

Um Estado falido que declara default é uma bomba relógio. Ontem não foi o final de nada, agora a Grécia vai sofrer a verdadeira austeridade. É uma questão de tempo.

5 de julho de 2015

Grexit, os mitos


Este gráfico é revelador da austeridade na economia grega. Desde 1996 que a despesa do Estado grego não parou de aumentar até 2011, altura em que a Troika impôs a famigerada austeridade ao país heleno.
Resumindo, o Estado grego endividava-se a ritmos loucos para poder fazer face ao Estado Social. Através de impostos já não era possível financiar-se. O Estado levou um nível de vida insustentável durante quase 15 anos, aumentando em cerca de 80% a sua despesa. O mais relevante é que apenas 30% dessa despesa foi para saúde e educação. O resto foi para políticas sociais, por isso é que a austeridade se impõe. 



A história que é mal contada, é que o Estado Grego não aplicou austeridade como o português por exemplo. Os governos gregos aplicaram a austeridade tarde e mal, além disso dificultaram sempre a aplicação dos cortes de despesa pública.

O problema principal da Grécia não é o exacerbado gasto público, mas a falta de competitividade da economia e o excesso de intervencionismo estatal. A Grécia ocupa o 130º lugar no índice de liberdade económica da Heritage Foundation.
Na pratica, a maior parte das empresas privadas gregas são micro-empresas  com menos de 10 trabalhadores. Além disso o balanço comercial externo grego é bastante baixo quando comparado com Portugal. Se a Grécia tivesse duplicado as suas exportações, não teria uma recessão tão grave como a que tem.


Outro mito é sobre os credores gregos e sobre a cedência da soberania ao grande capital. Os credores gregos são os outros países da zona euro que assumiram o risco. Um credor privado no seu perfeito juízo não investiria em dívida grega. 


O que o Syriza pretende é ser um parasita dos outros países da zona euro, para manter um Estado sobredimensionado e uma economia pouco competitiva. A Grécia precisa é de iniciativa privada e de reduzir o seu gasto público.


3 de julho de 2015

São Opiniões - Obras no Centro



Vale tudo! Obras que começam na época alta da cidade deixando Viana debaixo duma nuvem de pó, mudar pavimento por mudar, cavar buracos para depois os tapar etc. etc. 

Como sobreviver à burocracia em Viana do Castelo

Muitas pessoas se perguntam como é que uma cidade como Viana do Castelo se encontra deserta. O presidente da Câmara diz que são opiniões, o cidadão não sabe responder e eu digo que é pela incompetência e burocracia municipal.

Vejamos, há cerca de duas semanas pedi uma autorização por escrito à Câmara Municipal de Viana para fazer obras de recuperação num anexo, recuperar um tanque e limpar duas charcas.

Passado duas semanas recebo uma resposta que diz o seguinte:


Dirijo-me à Câmara Municipal e a senhora que me atende pergunta-me se li o segundo parágrafo. Afirmo que li e não entendi, pois não refere quais são-nos documentos que devo anexar. A senhora pergunta se sou proprietário ou arrendatário. Respondo que sou arrendatário, ao que a senhora responde que isso é ilegal e que deve ser o proprietário a pedir. 
Não estamos a falar de um anexo construído ontem. O anexo em causa, que a Câmara diz estar ilegal, foi construído há mais de 50 anos. Além disso queriam que pagasse 26,26€ por um técnico da Câmara ter perdido 1 minuto a ler a minha carta e a indiferir o processo. Disse que não pagava para lerem cartas.

Falo com o meu gestor de projectos e este aconselha-me a ir ao departamento de obras e após localizarem o arquitecto responsável pelo licenciamento, marcaram-me uma reunião para daqui a 15 dias. Esta é a burocracia e a forma como a Câmara trata quem quer inovar e quem quer criar postos de trabalho. Continuem a votar neles.


A cidade anti-touradas que organiza circos


É sobejamente conhecida a aversão das touradas do executivo socialista vianense. Defendo que o maus tratos a animais devem ser condenados e proibidos. Gostava era que a Câmara não discriminasse o mau trato animal, já que os circos também são um espectáculo medieval onde se mal tratam animais, apesar da campanha de marketing (como se pode ver acima dizer o contrário). Leões, elefantes, tigres e demais animais selvagens, devem estar no seu habitat natural e não enjaulados e a circularem pelo país. Para haverem maus tratos não precisa de haver sangue necessariamente. Portanto é tão condenável uma tourada como um circo.



Ou há moralidade ou comem todos. Se proíbem as touradas, os circos e demais actividades que involvam maus tratos a animais devem também ser proibidas e condenadas.

2 de julho de 2015

Como Transformar uma Rotunda numa Praça em 2 Passos


Uma da coisa que os políticos socialistas precisam como "de pão para a boca" são obras públicas. Em Viana do Castelo, enquanto escasseiam os fundos comunitários para fazer a tão desejada reabilitação urbana, transformam-se rotundas em praças.

O que é preciso para tal? Um pedaço de fuselagem em cima duma pedra e muita imaginação. O senhor escultor, muito na linha de outros atentados ao bom gosto, recebe um bom dinheiro (que estas peças nunca são baratas) e já tem o sustento para uns bons anos. O contribuinte roubado, paga por pedaços de ferro velho super inflacionado e a cidade continua deserta. São tudo opiniões e excelentes negócios para os artistas amigos da Câmara. 

São Opiniões - Praias Viana do Castelo



A Câmara Municipal decide fazer a requalificação costeira no Verão, como Viana nem é uma cidade turística e os locais nem desfrutam das praias, acho muito bem que sejam feitas as obras no Verão. Fazer no Inverno seria incompreensível já que a época balnear começa em Novembro e iria atrapalhar os banhistas.

1 de julho de 2015

Desabafo sobre a Cultura Vianense

NOTA: Este texto já é de Abril de 2015, foi escrito para o Mises Portugal, com referência posterior no Insurgente, decidi publica-lo hoje porque torna-se bastante actual com a notícia que o Presidente da Camara de Viana do Castelo foi pedir ajudas ao secretário de Estado da Cultura para suportar um grupo de teatro. 

Sendo eu designer sempre estive ligado e interessado ao sector da cultura. As pessoas que fazem parte desse sector sempre me desagradaram por algum motivo desde jovem. Na Universidade encontrava nos meus colegas de todo o tipo de tribos (a maior parte eram hippies loucos) e os professores ditavam o pensamento único das suas torres de marfim.

Ontem decidi dar mais uma oportunidade e fui a um evento onde se discutia o estado da cultura em Viana do Castelo. A moderadora ser a Ilda Figueiredo deixou-me a salivar. Quando lá chego a audiência era composta por gente com idades não inferiores aos 50 anos. Um óptimo sinal que mostra que os jovens não estão interessados na cultura destes senhores.
Ouvi durante mais de uma hora os disparates que iam dizendo, nomeadamente o facto do Estado ter cortado a “torneira” dos subsídios ou dos eventos que eles organizam não terem participação. Curiosamente as criaturas estavam em estado de contradição, dado que diziam que era possível fazer cultura sem dinheiro, mas volta e meia diziam que tinham necessidades monetárias para organizar os seus eventos a que ninguém vai.

Então decidi participar e perguntar-lhes o que era a cultura. Será que o Tony Carreira e o Anselmo Ralph são cultura como são o Mozart e o Beethoven? E se não são porque é conseguem encher pavilhões, enquanto os concertos eruditos estão às moscas? Vamos pedir o renascimento do Ministério da Cultura para apoiar filmes que ninguém vê com o dinheiro dos contribuintes? Um artista precisa mesmo de subsídios para produzir alguma obra? Os senhores são contra a mercantilização da arte e da cultura? Mas se a cultura tiver qualidade e apelar ao público vende por si própria sem o auxílio de subsídios.

A tudo isto responderam-me que a distribuição da cultura era uma obrigação estatal que para alguma coisa se paga impostos. Portanto o Estado devia ser o monopolista e o planificador e que a cultura como mercadoria era uma abominação.
Irrita-me profundamente que o mundo das artes esteja cheio de parasitas que eram sustentados pelo Papá Estado e que quando lhes cortam os subsídios dizem arrogantemente que não precisam deles, mas que o Estado é que devia controlar a cultura. Ou seja o que está gente quer é uma revolução cultural como a do Mao.

Campanha Mises Portugal


30 de junho de 2015

Reabilitação Urbana à moda socialista vianense


É mais que sabido que a reabilitação urbana é o fetiche do presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, aqui está uma das suas obras faraónicas que parece ter beneficiado algum carpinteiro; a julgar pelo labirinto de madeira que fizeram.
As imagens são da recém reabilitada praia de Afife, não sei qual seria a ideia do arquitecto paisagista (?)  mas um labirinto feito com troncos de madeira, que precisa de sinalização de metro em metro, penso que não serve o propósito funcional de um parque de estacionamento e penso que o leitor concordará comigo que a nível estético tampouco.
Uma obra de qualidade duvidosa paga com o dinheiro dos contribuintes, cujo retorno duvido que seja pago algum dia através da utilização.
De referir que as estruturas que existiam antes como o restaurante abandonado e o café de praia desapareceram. Mais alguns postos de trabalho destruídos.

Justiça e Política


Novo Logotipo Mises Portugal

Mises Portugal, o think tank liberal português renova a sua imagem e este é o resultado do trabalho feito por mim.
Saibam mais em www.mises.org.pt

Parques de estacionamento e Super Heróis


A última assembleia municipal mais parecia um programa de comédia. Soltei umas gargalhadas quando ouvi um senhor do público dizer que uma empresa pública não precisa ter lucro, apenas prestar um bom serviço à cidadania. O que interessa é "fritar" o contribuinte em impostos, esbanjar dinheiro e caso as coisas corram mal, valha-nos o bolso do contribuinte outra vez para tapar buracos.

Resumindo a história: a VianaPolis (empresa pública propriedade da CMVC e do Ministério do Ambiente) decide construir um parque de 1100 lugares no Campo da Agonia, sem primeiro verificar se seria possível a construção devido às águas subterrâneas. Como de onde veio este dinheiro há mais, constrói-se na mesma e oferece-se a concessão ao Grupo PA Parques (o nosso vilão) por 30 anos. Estes depois de verificar que o parque não se encontrava nas condições contratadas, rejeitam as condições, tornando o parque em mais um elefante branco e pedindo uma indenização de cerca de 1 milhão de euros.

Aí aparece o Super Herói Zé Maria que pretende salvar as gentes de Viana das garras da PA Parques e da morosidade da justiça portuguesa. Zé Maria tenta falar com o Estado, mas como são da oposição demoram muito tempo. Farto de esperar e querendo evitar os custos e tempo da justiça, Zé Maria tem uma ideia e salva o dia. Resolve pagar a indemnização com dinheiro dos contribuintes e resgata o parque que os mesmos o possam usar a preços reduzidos (low cost).

No final ficam todos felizes, menos os contribuintes que pagaram com os seus impostos a construção do parque, a gestão ruinosa da Câmara e ainda tem que pagar para o usar (Zé Maria faz um desconto). No entanto para o nosso super herói, o contribuinte não se importa de pagar, já que o dinheiro é da Câmara e recomenda ao narrador desta história para ter uma acção de formação junto da JSD. 
E assim viveram Zé Maria e o seu parque viveram felizes para sempre junto com a PA Parques que fez um negócio fantástico. O contribuinte como sempre ficou com as facturas para pagar


27 de junho de 2015

Como funciona a impressão 3D

Trabalhar e investir numa cidade deserta


Tive o prazer de assistir a mais de 3 horas de conferência e ouvir os responsáveis políticos vianenses falarem sobre empreendorismo e oportunidades de trabalho em Viana do Castelo. O ilustre painel de convidados falou com pompa e circunstância sobre os seus planos para a economia da cidade. Fundos comunitários, a torneira do crédito voltou a abrir, a Camara Municipal pronta a investir etc.
Da parte dos empresários que estavam presentes, parecia haver um pacto de não agressão ao painel, reverência máxima ainda que não concordemos com as medidas que estão a ser tomadas. É ouvir e calar.

Até que decidi intervir e explicar quais são os problemas de Viana e traçar um paralelo com a Singapura dos anos 60. Singapura depois de se separar da Malásia, era um país pobre e atrasado economicamente, fustigado pelo comunismo e por uma economia planificada. Sem terra para explorar devido à sua dimensão e sem recursos naturais, Lee Kuan Yew, não tinha outra hipótese senão tentar o capitalismo e o livre mercado. Os resultados foram espantosos. Em 50 anos, o PIB per Capita de Singapura passou de estar ao nível de Angola ou Kosovo e hoje é superior ao dos EUA. O segredo do sucesso? Baseou-se em 3 pilares:


  • Mercado livre com sector privado forte
  • Respeito pela propriedade privada
  • Impostos baixos e pouca regulação estatal
Qual é a lição que Singapura pode ensinar a Viana do Castelo? Retirar a cidade das mãos da Câmara Municipal que planifica os sectores em que deve apostar e deixar essa tarefa para o mercado decidir o que é melhor. Ou seja, a Câmara Municipal apenas se deve preocupar em reduzir impostos e regulações, eliminar burocracias patéticas, respeitar a propriedade privada e atrair investidores com condições atractivas.
Confrontando o Sr. Presidente da Câmara com estes factos, diz-me que o neoliberalismo é um sistema falhado, que vivemos numa economia que deve apostar no keynesianismo, que sem planificação central e sem estratégia pública nada acontece e que a cidade não se encontra deserta e começou a enumerar as empresas grandes que estão aqui instaladas e que contaram com incentivos e ajudas da Câmara. O típico capitalismo de compadrio. Por fim, quando lhe volto a dizer que a cidade se encontra deserta, diz que são opiniões. (A foto que ilustra o artigo acho que defende bem a minha "opinião")
Socialismo é isto, confundir factos com opiniões.

25 de junho de 2015

Campanha para Mises Portugal II



Call For Liberty II - Mises Portugal

Cartaz da minha autoria

Próximo SÁBADO (DIA 27 de JUNHO)
na Nova School of Business and Economics, em LISBOA:
"Call For Liberty II: International Economics and Finance Conference".
Das 14 às 20h, estarão em debate os temas:
- Crony Capitalism vs Free Market Capitalism - por Helio Beltrão (moderado por Guilherme Marques da Fonseca);
- A Cultura Intervencionista no Brasil - por Bruno Garschagen (moderado por Rui Santos);
- Portugal 2016: Como Encolher o Estado - por Miguel Botelho Moniz, Mário Amorim Lopes e Ricardo Campelo de Magalhaes (moderado por Ricardo Lima);
- Bitcoin: As Criptomoedas como Foco de Liberdade - por Carlos Novais e Pedro Cunha (moderado por Tiago Águia de Moura).

10 de junho de 2015

Crónicas de uma Viana às moscas


A música da Amália Rodrigues "Havemos de ir a Viana" parece um presságio do potencial que a cidade tem por cumprir há várias décadas. Viana do Castelo tem imenso potencial, uma cidade lindíssima, com bons acessos, bem localizada e com recursos naturais incríveis como mar, rio, montanhas e lagos. Além disso conta com uma cultura riquíssima que devia ser mais divulgada. No entanto, os seus habitantes têm-na dotado duma gestão socialista durante as últimas duas décadas, que tornou a cidade num marasmo.

Sob o lema de "Cidade Saudável" e de "Meca da Arquitectura", o executivo camarário, cuja filosofia se mantém inalterada há mais de 20 anos, vem cometendo atentados ao livre comércio e a todo aquele que queira empreender. Através de uma economia planificada de obras públicas desnecessárias, a Câmara desperdiça recursos e dinheiro em elefantes brancos, enquanto a cidade se encontra às moscas.

Um dos exemplos mais gritantes é o Coliseu da Praça da Liberdade. A sua arquitectura pode ser de gosto duvidoso, mas a sua utilidade não deixa margem para dúvidas. Projectado para ser tudo, acaba por ser inútil para tudo. Não cumpre a sua função para acolher provas internacionais de desporto, como pavilhão de exposições é demasiado pequeno e como centro de espectáculos (função actual) é uma miséria. Desconfortável, possui uma acústica terrível e ver um concerto pode tornar-se numa dor de pescoço terrível já que temos de espreitar por cima do ombro do espectador da frente. 
Não vou sequer mencionar as infiltrações de água ou o facto de ser usado 2 ou 3 vezes por mês. Os seguranças que vigilam o espaço 24h por dia, é a prova física do keynesianismo que o presidente José Maria Costa tanto gosta. Mas infelizmente já se provou que a oferta não cria por si só procura.

Outro exemplo interessantíssimo é a Praça de Touros. O executivo PS, à moda de Cuba ou de qualquer regime totalitário e num gesto nobre de defender os animais, mas atentando contra a liberdade da população ao mesmo tempo, decide proibir as touradas. Expropria-se o espaço por uma ninharia e deixa-se ao abandono. Quando começam a surgir vozes a denunciar, anuncia-se mais um plano faraônico de obras públicas. A solução: demolir e construir um daqueles centros que ninguém percebe para que servem, além de empregar os amigos. Sou contra os maus tratos animais, mas estas questões não se resolvem desta forma, que é digna de qualquer regime africano.

Para terminar, e ainda perto da Praça de Touros, mais um exemplo de planificação municipal da economia: expropriações, destruição de postos de trabalho e requalificação urbana.
A Câmara decide que a zona da praia fluvial de Argaçosa precisa de uma requalificação, apesar dos habitantes não concordarem, visto que mesmo como estava era das zonas mais frequentadas da cidade. O que é que o Sr. José Maria Costa, no alto da sua sabedoria decide fazer? Demolir os cafés e armazéns do Clube de Remo, no seu lugar ficam descampados e constrói-se um novo clube com apenas um café a 1km. O proprietário? A Câmara Municipal e mais uma PPP para o contribuinte pagar. 
No fundo, mais 3 exemplos de capitalismo de compadrio, que no caso de correr mal paga o contribuinte com os seus impostos. Depois ainda se admiram como temos uma dívida pública deste tamanho...




8 de junho de 2015

Esquerda ou Direita?



"Ser de esquerda é, como ser de direita, uma das infinitas maneiras que o homem pode escolher ser um imbecil: ambas, com efeito, são formas de hemiplegia [paralisia] moral"

La rebelión de las masas, "Prólogo para franceses" (1937).

2 de junho de 2015

Fracasso e Sucesso


O Sr. Fracasso, o Sr. Medíocre e o Sr. Sucesso são todos possivelmente iguais - na idade, inteligência, origem, nacionalidade, no que quer que você aponte-menos numa coisa: a maneira pela qual reagiram à derrota.
Quando o Sr. Fracasso caiu, não conseguiu levantar-se mais. Ficou ali derreado. O Sr. Medíocre conseguiu pôr-se de joelhos, mas desapareceu engatinhando, e correu na direção oposta até ter a certeza que não era mais atacado.
O Sr. Sucesso, no entanto, reagiu diferentemente quando caiu. Levantou-se, aprendeu uma lição, esqueceu o incidente e caminhou para frente.

Estado e intervenções


Quanto mais intervencionista o Estado é, mais difícil é a vida dos empreendedores. As regulações e burocracias estatais servem apenas para beneficiar grupos de interesse à custa dos impostos de toda a população. A interferência estatal no mercado cria dificuldades para os que querem investir em um sector, beneficiando os que lá já estão estabelecidos, poupando-os da concorrência e desincentivando a melhoria dos produtos oferecidos. 

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